terça-feira, 25 de setembro de 2007

Cume perdido

Não há como um cigarro bem fumado
No alto de um cume conquistado
E eu, que não fumo, sei-lo tão bem...
É certo como amanhã ser ontem
E hoje não ter ninguém

Dedicado a Zé Chove

domingo, 23 de setembro de 2007

Rimas fáceis (I)

Se o Cave rima "Byko" com "Psyco", e o Palma rima "Frágil" com "Ágil", também me sinto no direito!

Cais não é mais

O Cais do Sodré não é
Mais do que um cais
E a Baixa já não encaixa
Nos dois torreões
Do Terreiro-estaleiro
Mais valia o castelo
Ser pintado de amarelo
Bem como o fadista bairrista,
fogo-de-vista “pó” turista...

Anda à toa Lisboa
Avenidas despidas
De nascente a poente
Numa constante, incessante
Pungente, deprimente
Degradante e decepcionante
Remada forçada
A favor da corrente
São só ladrões, burlões
Em engates e biscates
Turbilhões de ilusões
Um S. Bento nojento
Tudo gente dormente...

No entanto, num canto
Um criança...
...esperança?

domingo, 2 de setembro de 2007

Gravatas e Guitarras (negras)

Tinha feito a mim próprio a resolução de deixar um novo post aqui no mínimo dia-sim-dia-não, e começei mal. Tenho duas atenuantes:

.dia 30 morreu o meu tio Pedro Brandão de Melo, casado com a minha tia Inês. Como sempre pedi a gravata negra emprestada para o velório, pois não tenho nenhuma. Não conhecia muito bem o meu tio, falava pouco com ele. No entanto, nesta altura de luto, em vez de estar com falsas moralidades vou fazer o que o ele gostaria que eu fizesse; vou sorrir e brincar um bocadinho: cai-me bem o fato e a gratava negra e as tias fartaram-se de me elogiar o que é sempre agradável. Por razões familiares (sim, da mesma família) "baldei-me" ao funeral.

.dia 31 fui buscar uma guitarra nova, uma semi-acústica negra. Escusado será dizer que me custa teclar, de tanto que já toquei. Esta desculpa é melhor.

Dito isto, amanhã começa outra semana e... tentarei ser mais eficaz nas "postagens".